População jovem no campo cai 31% em dez anos no RS

Apesar da redução, pesquisa preliminar aponta que 72% dos jovens entrevistados não planejavam deixar o meio rural, enquanto 92% gostam do modo de vida da agricultura familiar.

A população jovem do meio rural do Rio Grande do Sul diminuiu 31% em uma década, segundo levantamento divulgado pelo Jornal do Comércio na segunda-feira (12). O cenário reforça o desafio de garantir a permanência das novas gerações no campo e a continuidade das propriedades familiares.

A redução preocupa especialmente pela importância da sucessão rural para a agricultura familiar. Além de manter a produção agrícola, é necessário oferecer condições para que os jovens possam estudar, trabalhar, obter renda e construir seus projetos de vida nas próprias comunidades.

Apesar da diminuição da população jovem no meio rural, os resultados preliminares da pesquisa Futuro do Campo: diagnóstico da juventude rural no RS, apresentada durante a Expointer, apontam que o interesse em permanecer no campo continua presente.

De acordo com o levantamento, 72% dos jovens entrevistados não planejavam deixar o meio rural. Além disso, 92% afirmaram gostar ou gostar muito do modo de vida da agricultura familiar.

A pesquisa é uma iniciativa do governo estadual em parceria com a Emater/RS-Ascar. O objetivo é contribuir para a elaboração de políticas públicas voltadas à juventude rural e à sucessão familiar.

Entre os fatores que podem motivar a saída dos jovens estão a busca por formação educacional, melhores oportunidades profissionais e maior estabilidade financeira.

Nesse contexto, a permanência das novas gerações não depende apenas do interesse pela agricultura. O acesso à educação, aos serviços públicos, à infraestrutura e às oportunidades de trabalho e renda também influencia as decisões de quem vive no interior.

Os dados evidenciam a importância de criar condições para que os jovens encontrem no meio rural oportunidades de desenvolvimento pessoal e profissional, sem precisar migrar para os centros urbanos para construir o próprio futuro.

Fonte: Jornal do Comércio e Governo do Rio Grande do Sul.: Fronteira 360.

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