
Oferta mais ajustada sustenta a arroba, mas demanda por carne ainda limita novas altas.
O boi gordo iniciou setembro com preços estáveis na maior parte das regiões pecuárias do Brasil, apesar da pressão exercida por alguns frigoríficos.
Levantamento da Scot Consultoria em 33 regiões mostra que 28 mantiveram as cotações sem alterações. As altas foram registradas em Goiânia, no sul de Goiás e em Alagoas. Já Paragominas, no Pará, e Roraima apresentaram queda.
Em São Paulo, Araçatuba e Barretos mantiveram o boi gordo em R$ 345 por arroba. O boi China subiu R$ 3, para R$ 348, enquanto a novilha avançou para R$ 335 por arroba.
Oferta de animais ajuda a sustentar a arroba
A disponibilidade mais limitada de animais para abate tem contribuído para manter os preços firmes. Entretanto, o mercado ainda encontra resistência do lado da demanda.
As vendas de carne bovina não apresentam força suficiente para provocar uma valorização mais significativa da arroba neste momento.
Em algumas regiões, frigoríficos passaram a oferecer valores abaixo das referências de mercado. As escalas de abate também estão próximas de uma semana.
Se o consumo de carne bovina não ganhar força, o mercado pode voltar a sofrer pressão negativa sobre os preços.
Boi gordo acumula alta em 2026
Segundo dados do Cepea, o boi gordo acumula valorização de 7,90% em 2026 até o fim de agosto. No mesmo período, o bezerro registra alta de 9,88%.
Para o pecuarista, o cenário exige cautela. A oferta controlada continua dando sustentação às cotações, mas o comportamento do consumo de carne será determinante para os próximos movimentos do mercado.