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Polícia Federal suspende serviço online de emissão de passaporte após suspeita de tentativa de invasão em site

O serviço de agendamento de emissão de passaporte pelo site da Polícia Federal (PF) foi suspenso temporariamente. A instituição investiga uma tentativa de invasão ao site da PF e, por isso, o serviço foi bloqueado, ainda sem previsão de normalização.

De acordo com a PF, os agendamentos feitos com antecedência vão ser atendidos normalmente na data e horário marcados. Quem tiver necessidade de emitir o passaporte nos próximos 30 dias, deve enviar documentos que comprovem urgência em uma unidade emissora.

Para os usuários que não tiverem viagem programada para os próximos 30 dias, a Polícia Federal recomenda aguardar a normalização do serviço.

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‘Frete seguro’: policiais de MS transportavam cocaína em viatura oficial caracterizada

O Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) deflagrou, na manhã desta terça-feira (26), uma operação contra um grupo criminoso de tráfico de cocaína nas cidades de Campo Grande e Ponta Porã. Segundo a investigação, policiais civis transportavam a droga em viaturas oficiais caracterizadas.

Segundo o Ministério Público Estadual, a organização criminosa, altamente estruturada, com uma rede sofisticada de distribuição, com vários integrantes, inclusive policiais cooptados, fazia o escoamento da droga. O grupo usava empresas de transporte para lavar o dinheiro.

A investigação mostrou que uma das maneiras utilizadas pelo grupo para trazer a droga de Ponta Porã até Campo Grande, de onde saía para outros estados, era o chamado “frete seguro”, por meio do qual policiais civis transportavam a cocaína em viatura oficial caracterizada, já que, como regra, não era parada, muito menos fiscalizada por outras unidades de segurança pública.

A operação “Snow” é voltada ao cumprimento de 21 mandados de prisão preventiva, sendo que 3 alvos já estão custodiados no regime prisional, além de 33 mandados de busca e apreensão, nos municípios de Campo Grande e Ponta Porã.

O grupo criminoso transportava a droga oculta em meio a uma carga lícita, o que dificultava a fiscalização policial nas rodovias, principalmente quando se tratava de material resfriado/congelado, já que o baú do caminhão frigorífico viajava lacrado.

A investigação apontou que a organização ainda fazia a transferência da propriedade de caminhões entre empresas usadas pelo grupo e os motoristas, desvinculando-os dos reais proprietários, para assim chamarem menos a atenção em eventual fiscalização policial.

Equipes do Batalhão de Choque, da Força Tática e do Batalhão de Operações Especiais, todos da Polícia Militar, além da Corregedoria da Polícia Civil, prestaram apoio ao Gaeco para o desdobramentos da operação.

Em nota, a Polícia Civil se manifestou.

A Polícia Civil do Mato Grosso do Sul tem o compromisso de combater qualquer crime em nosso Estado. Nesse contexto informamos nossa participação na operação em curso conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO). No decorrer dessa operação, os mandados de prisão relacionados à prisão e busca e apreensão relacionados a policiais civis foram cumpridos pela nossa instituição, por meio da Corregedoria-Geral da Polícia Civil. Salientamos que, além das medidas de natureza criminal, encontram- se em andamento na Corregedoria procedimentos administrativos para apurar eventuais transgressões disciplinares. Por fim reforçamos o compromisso de não não tolerarmos com desvios de conduta nem qualquer comportamento que comprometa a integridade da instituição e a confiança da sociedade.

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Golpe da mecânica: empresário é preso por cobrar preços abusivos em reparos e organização criminosa

O dono de uma rede de mecânicas foi preso por estelionato e outros três crimes, em Campo Grande, na última segunda-feira (4). Segundo investigação da Polícia Civil, as oficinas cobravam preços abusivos dos clientes e agiam como uma organização criminosa, já que a prática de coação para subir os valores dos reparos era tida como “praxe” nos estabelecimentos.

Conforme as informações repassadas pela Polícia Civil, a rede de oficinas “Champions Pneus” atuava como uma organização criminosa ao cobrar de forma sistêmica os preços abusivos dos consumidores.

Para a investigação, os funcionários das lojas eram orientados pelo patrão a aplicarem o golpe em mulheres e idosos, que representavam vítimas “mais fáceis” para o grupo.

O gerente da oficina mencionou que foram realizados três serviços no veículo e que todos foram autorizados pela cliente. O que, a vítima nega. Sobre a prisão do dono da rede de mecânicas, o gerente da oficina disse que não irá comentar.

Golpe de R$ 6 mil levou investigação

Mesmo com mais de 20 reclamações em um portal que agrupa relato de consumidores na internet, o caso só foi parar na Polícia Civil nessa segunda-feira (4). Conforme o Boletim de Ocorrência, uma mulher, que pediu para não ser identificada, foi até uma das lojas da “Champions Pneus” para realizar um reparo no carro.

Inicialmente, o serviço contratado foi orçado em R$ 500. Horas após o início do atendimento, os mecânicos da loja entraram em contato com a vítima e informaram que o valor havia sido atualizado para R$ 2.600. Até então, o montante foi confirmado pela dona do carro.

Entretanto, ao chegar para buscar o carro e pagar a conta, o dono da loja informou que o reparo total tinha ficado em R$ 6.600. A vítima, sem condições de arcar com o pagamento, deixou o veículo na mecânica durante o fim de semana. Na segunda, junto de uma advogada, a mulher foi ao local para retirar o veículo.

“Não deixaram a vítima retirar o carro da oficina, mesmo com um mandado de busca para retirar o veículo do local. A mulher teve que acionar a Polícia Militar, já que o empresário se exaltou e não queria liberar o carro”, explica a delegada Joilce Ramos, responsável pela investigação.

Golpe da mecânica

Conforme as informações repassadas pela delegada, o dono da mecânica desacatou os policiais militares que foram até a oficina. Neste momento, o empresário foi preso e conduzido até à Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) Cepol.

Na delegacia, a responsável pela investigação entendeu que o crime cometido na oficina mecânica ia muito além de um estelionato.

O empresário foi preso e é investigado por quatro crimes, sendo eles:

  • Estelionato;
  • Apropriação em débito;
  • Organização criminosa;
  • Desacato a autoridades.

Para a delegada, a oficina mecânica possuí um modus operandi nas abordagens aos clientes. “O empresário ensinava ao funcionários a como cobrar e incluir serviços desnecessários aos reparos do carro. A pessoa chegava na oficina para um reparo simples, que seria um valor e saía pagando por outras muitas coisas, com um preço muito maior”.

“Outra questão importante, o empresário lesava, prioritariamente, mulheres e idosos. Nós sabemos que tinham uma preferência por escolher estes públicos para aplicar o golpe. Agora, vamos continuar investigando este caso, pois várias vítimas podem aparecer”, pondera a delegada.

“Não deixaram a vítima retirar o carro da oficina, mesmo com um mandado de busca para retirar o veículo do local. A mulher teve que acionar a Polícia Militar, já que o empresário se exaltou e não queria liberar o carro”, explica a delegada Joilce Ramos, responsável pela investigação.

Pessoas que acham que foram vítimas da oficina mecânica devem procurar a delegacia mais próxima e registrar Boletim de Ocorrência, como aconselha a delegada Joilce Ramos.

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Narcotraficante entre os mais procurados do Brasil é preso na Bolívia e entregue para Polícia Federal de MS

O narcotraficante Lourival Máximo da Fonseca, mais conhecido como Tião, presente na lista dos criminosos mais procurados do Brasil, foi preso na selva da Bolívia e levado de helicóptero para Corumbá (MS), na noite da última sexta-feira (16).

A prisão aconteceu durante uma operação da polícia boliviana em um negócio do criminoso, em Santa Cruz, onde supostamente ele lavava dinheiro do tráfico de drogas e armas.

Junto com Máximo da Fonseca, a polícia deteve mais seis pessoas: três bolivianos, dois brasileiros e um albanês.

O traficante foi transferido com forte escolta policial para o aeroporto El Trompillo. Lá, ele seguiu de helicóptero para Puerto Quijarro, divisa com Corumbá e foi entregue à Polícia Federal brasileira.

O ministro do Governo da Bolívia, Eduardo del Castillo, destacou a captura de Tião como o maior golpe ao tráfico de drogas.

“Isso seria, segundo o jargão vulgar, não apenas a captura de um peixe grande do tráfico, mas seria uma baleia do tráfico. Estamos a falar de um dos maiores pesos pesados ​​do tráfico de droga na região, uma pessoa que era procurada por transportar drogas de todo o nosso continente para países europeus. Portanto, estamos falando de uma das capturas de um dos maiores traficantes de drogas que já existiu em nosso país”. Eduardo del Castillo, ministro do Governo da Bolívia

Ainda segundo o ministro boliviano, o traficante tinha um alerta vermelho da Interpol. Ainda segundo as investigações ele estava vinculado a dois carregamentos de cocaína que seriam enviados para a Bélgica. Na Bolívia, foram confiscadas 8,7 toneladas de cocaína, e no Peru, 7,2 toneladas da droga.

Histórico

O criminoso opera no narcotráfico desde a década de 90. — Foto: Ministério da Justiça
O criminoso opera no narcotráfico desde a década de 90. — Foto: Ministério da Justiça

Tião está na lista de mais procurados do país, segundo levantamento divulgado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Ele opera no narcotráfico desde a década de 90, atuando na região sudeste do país e em países do Mercosul.

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Homem é preso com 27 cavalos que seriam usados para fabricar mortadela no Paraguai

Um homem de 48 anos foi preso na madrugada deste domingo (18), transportando 27 cavalos que seriam abatidos de forma ilegal para consumo humano, em Aral Moreira (MS), cidade que fica na fronteira do Brasil com o Paraguai. De acordo com a polícia, as carnes dos animais seriam usadas na produção de embutidos, como mortadela e salsicha.

Dos 27 equinos apreendidos, 13 são fêmeas e 14 machos. Aos policiais, o condutor do caminhão confessou que pegou a carga no município de Potirendaba (SP) e entregaria em um assentamento, onde outra pessoa assumiria o transporte dos animais até o Paraguai, para serem abatidos.

Ainda conforme o motorista, os cavalos foram adquiridos por R$ 8.100 e seriam revendidos por R$ 21,6 mil.

A Polícia Civil estima que o homem realizava, em média, quatro viagens até o assentamento por mês.

Cavalos seriam usados para a produção de embutidos no Paraguai. — Foto: Divulgação
Cavalos seriam usados para a produção de embutidos no Paraguai. — Foto: Divulgação

Riscos à saúde: médicos veterinários da Iagro constataram que os animais estavam extremamente debilitados, com lesões de pisadura (machucados) de arreio/sela, nas ancas, algumas em estágio inicial de cicatrização, ou seja, lesões recentes.

Também foi constatado que os animais eram transportados em gaiola metálica sem piso emborrachado, o que contraria as boas práticas de manejo no transporte recomendadas pelo Ministério da Agricultura e caracteriza indícios de maus-tratos.

Força-tarefa: a prisão foi realizada a partir de uma investigação que se desdobrou após fiscalização da Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro), no dia 4 de fevereiro, quando o condutor de um caminhão boiadeiro foi parado em barreira montada em conjunto com a Polícia Militar, em Ponta Porã. Na ocasião, 28 animais foram apreendidos.

Neste domingo, força tarefa passou a monitorar a rodovia MS-386, no distrito de São Luiz, com a finalidade de impedir o abate ilegal dos animais.

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Subestação de energia pega fogo e corpo é encontrado carbonizado em Campo Grande

Um incêndio atingiu uma subestação de energia elétrica, na manhã desta segunda-feira (5), no bairro Vila Progresso, em Campo Grande. Uma pessoa foi encontrada carbonizada, no local, e diversos bairros da capital amanheceram sem luz. Imagens mostram o momento da explosão e uma fumaça densa na região.

Pelas imagens, registradas por moradores da região, é possível ver um grande clarão no céu da capital. A suspeita é de que tudo ocorreu durante tentativa de furto de fios.

Moradores da região relataram que a explosão e o fogo foram registrados por volta das 4h30. Equipes do Corpo de Bombeiros foram acionadas e controlaram as chamas.

Furto de cabos pode ter sido a causa da explosão — Foto: Redes Sociais
Furto de cabos pode ter sido a causa da explosão — Foto: Redes Sociais

Em nota, a concessionária de energia informou que tudo indica que houve tentativa de furto de cabos na subestação ocasionando curto-circuito dentro da subestação. A Energisa lamentou o ocorrido e disse ainda que o caso será investigado.

A suspeita é de que uma pessoa teria arrombado o local e morreu com a explosão. “Mesmo com avisos no entorno alertando sobre equipamentos de alta tensão, houve a tentativa que terminou na morte de uma pessoa”, diz a nota enviada pela Energisa.

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Réus por matar Sophia, mãe e padrasto pedem anulação de processo por falta de provas

Stephanie de Jesus Da Silva e Christian Campoçano Leitheim, que estão presos acusados de matarem a criança Sophia de Jesus O’Campo, pediram absolvição do processo que corre na 2ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande(MS). Os advogados dos réus enviaram recurso exatamente um ano após a morte da menina de 2 anos, no dia 26 de janeiro, alegando falta de provas.

A mãe de Sophia, Stephanie, levou a criança já sem vida à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Bairro Coronel Antonino em janeiro de 2023. No local, foi constatado que ela tinha diversos hematomas pelo corpo e sinais de estupro. Stephanie e Christian, padrasto de Sophia, estão presos preventivamente desde então, aguardando julgamento.

Os dois respondem por homicídio qualificado por motivo fútil, meio cruel e contra menor de 14 anos. Christian também foi acusado pelo Ministério Público de estupro de vulnerável e Stephanie, por omissão.

Sophia morreu com dois anos em Campo Grande — Foto: Arquivo pessoal/ Reprodução
Sophia morreu com dois anos em Campo Grande — Foto: Arquivo pessoal/ Reprodução

No recurso, o advogado de Christian, Pablo Arthur Buarque Gusmão pede a exclusão da qualificação por motivo fútil e meio cruel, argumentando que não foi comprovado qual motivação poderia ter levado o padrasto a machucar Sophia. “Vez que não fora comprovada pelo órgão acusador qual a conduta praticada pelo acusado, muito menos o dolo para incidência das qualificadoras, insistindo com pretensão condenatória genérica sem individualizar as ações dos envolvidos”, relata em documento.

Outro ponto questionado pelo advogado foi a denúncia por estupro. Conforme indicado no recurso, o material genético encontrado na casa onde Sophia morava não é de Christian, e não haveria outra prova que o ligasse ao crime.

A defesa também pede a anulação do depoimento prestado em audiência pela amiga de Stephanie, Cybele do Amaral , além da absolvição ou impronúncia de Christian.

Os advogados de Stephanie também destacam a insuficiência de elementos que comprovem a autoria da cliente, pedindo a absolvição e alvará de soltura.

No entanto, os argumentos são diferentes. A defesa de Stephanie afirma que o Ministério Público não especificou, nem provou, os crimes cometidos pela acusada.

“Após extensa marcha processual, o Ministério Público não conseguiu provar que havia QUALQUER conduta por parte da acusada Stephanie que desse ensejo à tortura/morte de sua pequena e amada filha, sendo certo que a acusação deixa de ‘separar o joio do trigo’, colocando os institutos da ação e omissão imprópria como se fossem a mesma coisa” [SIC], destacou a defesa em recurso.

Camila Garcia e Katiussa do Pardo, advogadas da ré, alegam ainda que o celular de Stephanie ficou desbloqueado nas mãos dos policiais quando ela foi presa. Segundo a mãe de Sophia, o aparelho foi usado pelos policiais sem autorização judicial, o que desqualificaria as mensagens presentes nele como prova.

O inquérito do caso apresenta uma confissão informal que Stephanie e Christian teriam feito na delegacia, quando foram presos. Na ocasião, o padrasto disse que combinou com a então namorada uma mentira para explicarem os hematomas de Sophia na UPA. Ele também teria dito que os dois agrediram a menina com tapas nas costas dias antes dela morrer. Stephanie teria concordado com a versão apresentada por Christian.

Menina apresentava diversos ferimentos pelo corpo — Foto: Arquivo pessoal/ Reprodução
Menina apresentava diversos ferimentos pelo corpo — Foto: Arquivo pessoal/ Reprodução

A defesa pede que esta confissão seja descartada como prova porque em ambientes de informalidade em que autoridades, ou agentes de polícia, questionam os investigados, “há violação de garantias fundamentais, seja pela ausência de advertência as garantias constitucionais do direito ao silêncio, seja pela ausência de defesa técnica”.

Por fim, as advogadas argumenta que o MP não concluiu qual a conduta praticada por Stephanie que resultasse na morte de Sophia. “Não há nos autos nenhuma prova que Stephanie tenha aderido à conduta do corréu Christian para morte de sua filha.”

Os recursos ainda serão analisados.

Perícia nos celulares e julgamento adiado

Um relatório elaborado pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) mostoru troca de mensagens entre Christian Campoçano Leitheim e Stéphanie de Jesus.

Em uma das mensagens apresentadas no documento, o padrasto conta que bateu de cinto em Sophia: “foram chicotadas cabulosas”.

Christian descreve que uma das agressões aconteceram porque a menina não queria comer, sendo colocada em pé em volta do carrinho do outro bebê até que comesse. A mãe de Sophia responde: “deixa ela sem comer, deixa passar fome” e o padrasto afirma que vai fazer ela comer: “ela vai comer, vai comer, está de palhaçada comigo”.

Ele ainda diz: “Eles apanharam de cinto hoje, eu não vou nem fazer questão de encostar a mão, vai apanhar só de cinto agora. Só que foi umas chicotadas cabulosas (risos) estralou, sem ser o cinto de couro. Se fosse o cinto de couro essa hora estava até sangrando com as chicotadas que eu dei neles”.

O documento ainda apresenta mensagens trocadas pelo casal no dia em que Sophia foi levada sem vida para um posto de saúde da cidade. As mensagens reforçam a tentativa de Stéphanie em encobrir as agressões ao perguntar ao marido o que deveria falar com a polícia, a resposta deixa claro a vida de violência da pequena. “Fala que se machucou no escorregador do parquinho, igual da outra vez”.

Em dezembro de 2023, o juiz Aluízio Pereira dos Santos anunciou que Stephani e Christian seriam julgados em júri popular nos dias 12, 13 e 14 de março de 2024.

No entanto, o julgamento foi retirado de pauta após pedido de apelações das defesas dos réus neste mês. Com isso, a data para o julgamento não é mais fixada. Após análise, o juiz deve marcar outra data para o júri.

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PF desarticula organização criminosa que enviava cocaína de MS para outros 5 estados do Brasil

A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta terça-feira (9), operação contra organização criminosa que enviava cocaína de Mato Grosso do Sul para outros cinco estados brasileiros. A droga saia de Ponta Porã e Campo Grande rumo aos outros estados, de acordo com as investigações.

Segundo levantamento da PF, a organização era ligada ao tráfico internacional de drogas oriundas do Paraguai.

Dois mandados de busca e apreensão, um mandado de prisão e sequestro de bens e valores foram cumpridos na capital e na cidade que fica na fronteira. Os mandados foramexpedidos pelo Juízo da 1ª Vara Federal Criminal de Guaíra/PR.

As investigações da PF começaram, em janeiro de 2023, quando duas integrantes do grupo criminoso foram flagradas e presas por transportar aproximadamente 30 kg de pasta-base de cocaína, oculta no tanque de combustível, oriunda do Paraguai.

Ao longo da apuração, a PF identificou que o grupo utilizava uma rede de transportadores, fornecedores e compradores. O grupo distribuía entorpecentes em diversos estados da federação, como Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso do Sul.

Os envolvidos poderão responder pelos crimes de tráfico internacional de drogas, associação para o tráfico, organização criminosa, lavagem de dinheiro. “As investigações continuam até que todos os integrantes do grupo criminoso sejam identificados”, frisou nota enviada pela PF.

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GCM deflagra Operação Cerol no fim de semana e apreende 80 carreteis de linha cortante

A Guarda Civil Metropolitana (GCM) de Campo Grande deflagrou nesse fim de semana a Operação Cerol, que atuou nas principais praças e áreas de lazer nas sete regiões da Capital. A ação ocorreu entre as 15h30 e 18h de sábado e domingo, quando foram apreendidos mais de 80 carreteis com linha de cerol do tipo chilena, além de 31 pipas com cerol. Foram realizadas 310 abordagens de orientação sobre o crime praticado ao utilizar esses artefatos.

“A GCM passou duas tardes com a operação, que envolveu 73 guardas e 32 viaturas entre motos e carros, principalmente nas regiões periféricas, onde a prática de soltar pipas é mais frequente, já que são conhecidas por aglomerar pessoas que praticam a atividade como lazer. Foram abordadas pessoas de todas as faixas etárias, que foram orientadas de como praticar a soltura de pipas de forma correta. Apesar das apreensões, ninguém foi preso. Os artefatos apreendidos serão incinerados em um momento oportuno”, informou Anderson Gonzaga, secretário Especial de Segurança e Defesa Social (Sesdes).

A Sesdes ressalta que não é crime manter a tradição da brincadeira de soltar pipa em área aberta e segura. O que é proibido é usar linhas cortantes, como a chilena, a indonésia ou a com cerol. A linha com cerol é a mais tradicional e usada há muitos anos, feita com cola e vidro moído. Já a linha chilena é feita com linha de algodão misturada ao óxido de alumínio e pó de quartzo. A linha indonésia é sintética e feita com carbeto de silício e uma cola instantânea, chamada de cianoacrilato. As duas últimas são consideradas quatro vezes mais cortantes que a linha apenas com cerol.

Adultos, adolescentes e crianças que foram flagrados usando as linhas proibidas tiveram esses itens apreendidos e foram orientadas de que a melhor linha para soltar pipa é a de barbante, feita 100% com algodão. A Lei Complementar n. 116/08 proíbe o uso do cerol ou qualquer material cortante nas linhas de pipas em Campo Grande. Se a pessoa for apanhada soltando pipa com linhas contendo cerol, linha chilena ou outros materiais cortantes, será aplicada multa de R$ 1 mil, e em caso de crianças, a penalidade será aplicada aos pais.

Já se a apreensão do material ocorrer nos estabelecimentos comerciais, as linhas cortantes serão apreendidas e será aplicado um auto de infração com o tipo e quantidade confiscada, além de multa ao proprietário do comércio no valor de R$ 5 mil.

A Operação Cerol pretende coibir o uso das linhas com cerol, chilena ou qualquer outra que possa oferecer risco à integridade e segurança das pessoas, além de fazer a orientação, mesmo com linha simples, de evitar praticar a atividade em áreas de tráfego intenso ou perto da rede elétrica, a fim de evitar acidentes de qualquer natureza.

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Comerciantes são sequestrados e espancados após caírem em golpe; suspeito morre em confronto

Três comerciantes, que não tiveram as identidades divulgadas, foram sequestrados e espancados nesta quinta-feira (4), na região do Caiobá, em Campo Grande. Segundo o Batalhão de Choque da Polícia Militar, dois suspeitos foram presos e outro, de 27 anos, morreu durante confronto.

Conforme as autoridades, os comerciantes foram atraídos para uma casa de festa, onde acharam que iriam fechar um negócio. Lá, eles foram rendidos por dois suspeitos armados, que exigiram dinheiro para poder libertá-los.

Como não tinham a quantia exigida pelos criminosos, as vítimas foram amarradas com um enforca gato, agredidas e ameaçadas. De acordo com a polícia, em determinado momento uma das vítimas conseguiu fugir até o banheiro e os suspeitos atiraram contra a porta.

Vítimas foram levadas para o Hospital — Foto: Batalhão de Choque da Polícia Militar
Vítimas foram levadas para o Hospital — Foto: Batalhão de Choque da Polícia Militar

Só depois de uma transferência bancária, os três envolvidos fugiram do local e as vítimas conseguiram acionar a Polícia Militar.

Uma mulher foi presa no local do crime e um homem no bairro Aero Rancho. Em seguida, as autoridades seguiram para o bairro Vida Nova, onde houve o confronto. Segundo a PM, o suspeito ofereceu resistência e foi atingido.

Casa onde suspeito foi morto durante confronto, em Campo Grande — Foto: Batalhão de Choque da Polícia Militar
Casa onde suspeito foi morto durante confronto, em Campo Grande — Foto: Batalhão de Choque da Polícia Militar

Giovanni Ferreira de Lima, de 27 anos, chegou a ser levado ao hospital, mas não resistiu. Na residência em que ele estava as autoridades localizaram quatro armas, algumas porções de droga e uma quantidade em dinheiro.

As vítimas foram levadas para o hospital e a polícia segue investigando o caso em busca de outros envolvidos.

Fonte: PM