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Produção industrial ficou estável na maior parte das empresas de MS em abril

A atividade industrial de Mato Grosso do Sul apresentou uma acomodação na passagem entre os meses de março e abril, segundo avaliação feita pelos respondentes da Sondagem Industrial realizada pelo Radar Industrial da Fiems. Conforme o levantamento, 76% das empresas industriais de Mato Grosso do Sul apresentaram estabilidade ou crescimento da produção (58% das empresas com produção estável e 18% com crescimento).

Quanto à utilização da capacidade instalada, 61% dos empresários industriais disseram que ela esteve igual ou acima do usual para o mês. Já a utilização média da capacidade total de produção encerrou o mês em 73%.

“Para os próximos seis meses as expectativas são positivas, ou seja, os empresários industriais de Mato Grosso do Sul estão otimistas e esperam crescimento da demanda por seus produtos e aumento das contratações. Com essa combinação, os índices de confiança e intenção de investimento permanecem em patamares positivos e acima da média histórica obtida para o mês”, afirmou o coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems, Ezequiel Resende.

Maioria dos empresários esperam aumento na demanda por seus produtos

Para os próximos seis meses a partir de maio, 49,3% das empresas responderam que esperam aumento na demanda por seus produtos nos próximos seis meses. Por outro lado, para o mesmo período, 6,7% preveem queda. Já as empresas que acreditam que o nível de demanda se manterá estável responderam por 42,7% do total.

Com relação ao número de empregados, 24% das empresas disseram que o número de empregados deve aumentar nos próximos seis meses. Por outro lado, 6,6% acreditam que esse número deve cair, enquanto 68% das empresas esperam manter o número de funcionários estável.

Além disso, em maio, o índice de intenção de investimento do empresário industrial ficou em 57,0 pontos. “Indicando aumento de 8,1 pontos em relação à média histórica obtida para o mês. No atual levantamento 61,3% das empresas industriais disseram que pretendem realizar investimentos nos próximos seis meses. Os resultados variam de 0 a 100 pontos, quanto maior o índice, maior é a intenção de investir”, destacou o economista da Fiems.

Confiança dos empresários industriais segue em patamar positivo

A Sondagem Industrial também avaliou o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI), que em maio alcançou a marca de 61,3 pontos, indicando aumento de 2,6 pontos sobre o mês anterior e de 7,5 pontos em relação à média histórica obtida para o mês.

“Em geral, a confiança do empresário industrial de Mato Grosso do Sul segue num patamar positivo, principalmente por conta do otimismo projetado para os próximos seis meses, especialmente em relação ao desempenho esperado para a própria empresa. Por fim, o indicador permanece acima da linha divisória dos 50 pontos, sinalizando que o empresário industrial de Mato Grosso do Sul segue confiante”, detalhou Ezequiel Resende.

Ainda de acordo com a pesquisa do Radar Industrial da Fiems, em maio, 29,3% dos respondentes consideraram que as condições atuais da economia brasileira pioraram. No caso da economia estadual, a piora foi apontada por 28% dos participantes e, com relação à própria empresa, as condições atuais também estão piores para 21,3% dos respondentes.

Já para 46,7% dos empresários não houve alteração nas condições atuais da economia brasileira, sendo que em relação à economia sul-mato-grossense esse percentual foi de 53,3% e, a respeito da própria empresa, o número ficou em 49,3%.

Por fim, para 22,7% dos empresários as condições atuais da economia brasileira melhoraram. Já em relação à economia estadual esse percentual ficou em 17,3% e, no caso da própria empresa, o resultado foi de 28,0%. Já os que não fizeram qualquer tipo de avaliação das condições atuais da economia brasileira, estadual e do desempenho da própria empresa responderam por 1,3%.

Expectativas para os próximos seis meses

Em maio, 8% dos respondentes disseram que estão pessimistas em relação à economia brasileira. Em relação à economia estadual, o resultado alcançou 6,7% e, quanto ao desempenho da própria empresa, o pessimismo foi apontado por 4,0% dos empresários.

Os que acreditam que a economia brasileira deve permanecer na mesma situação ficou em 38,7%, já em relação à economia do estado esse percentual alcançou 45,3% e, a respeito da própria empresa, 29,3% disseram que a situação deve permanecer igual.

Por fim, 52,0% dos empresários se mostraram confiantes e acreditam que o desempenho da economia brasileira vai melhorar. Já em relação à economia estadual, o resultado ficou em 46,7% e, no caso da própria empresa, 65,3% dos respondentes confiam numa melhora do desempenho apresentado. Os que não fizeram qualquer tipo de avaliação das expectativas em relação à economia brasileira, estadual e do desempenho da própria empresa responderam por 1,3%.

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