Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp
Share on email

Daniel Dias, maior medalhista paralímpico do Brasil se despede das piscinas

Ícone paralímpico internacional encerra perto do pódio nos 50m livre da classe S5; um ídolo não se traduz em números, mas os dele impressionam: conheça as principais conquistas do nadador

O maior atleta paralímpico do Brasil em todos os tempos encerrou sua brilhante carreira esportiva nesta quarta-feira com um quarto lugar nos 50m livre da classe S5 (para atletas com deficiências físicas) no Centro Aquático de Tóquio. Daniel Dias lutou, marcou 32s12, mas acabou atrás dos chineses Tao Zheng (30s31), Weiyi Yuan (31s11) e Lichao Wang (31s35).

Diante da magnitude de tudo o que o astro de 33 anos, o resultado importou menos do que o desfecho entre os grandes do esporte. Daniel Dias é história.

Como traduzir um ídolo em números? No caso de um atleta como Daniel Dias, o sorriso aberto e a voz tranquila o tornam mais do que um colecionador de títulos. Daniel é o rosto do movimento paralímpico brasileiro nos últimos 14 anos, e o Brasil que ele espelha é inclusivo e acolhedor.

– Acabou, mas estou feliz! Só tenho que agradecer a Deus pelo dom que me deu. Agradecer minha família. A cada braçada é para eles. O papai está chegando em casa. Deus fez infinitamente mais do que pensei. Se eu escrevesse isso não seria tão perfeito como foi. Não é choro de tristeza. Estou muito feliz. Mas é uma vida dedicada a isso aqui – afirmou Daniel após a prova.

Aos 33 anos, o nadador é o maior medalhista brasileiro em Paralimpíadas, com 27 em quatro edições dos Jogos. Em Parapans, tem 33 medalhas, todas de ouro. É ainda o único brasileiro a ganhar três prêmios Laureus, considerado o Oscar do esporte (2009, 2013 e 2016).

Neste ano de 2021, foi convidado para integrar a Laureus World Sports Academy, para atletas comprometidos em usar a força do esporte para melhorar a vida de jovens em todo o mundo. Mostra que sua despedida das piscinas na manhã desta quarta, após a prova dos 50m livre S5, não é um adeus ao papel que abraçou quando começou a derrubar recordes.

Fonte de Informações G1.com

Colunas