
Vítima de 24 anos foi localizada em uma residência de Tramandaí após a mãe denunciar cobranças e ameaças.
Um jovem de 24 anos, natural de Barão de Cotegipe, no norte do Rio Grande do Sul, foi resgatado pela Polícia Civil nesta quarta-feira (26), após permanecer entre 40 e 45 dias em cárcere privado em uma residência no bairro Parque dos Presidentes, em Tramandaí, no Litoral Norte.
Segundo a investigação, o rapaz estava sob o controle de integrantes de um grupo criminoso. A Polícia Civil iniciou as diligências depois que a mãe da vítima procurou as autoridades e relatou que recebia cobranças para a libertação do filho.
Conforme o relato policial, os suspeitos exigiam R$ 900. Durante as ligações e mensagens, eles colocavam o jovem para conversar com a mãe e faziam ameaças relacionadas a uma suposta dívida ligada ao tráfico de drogas.
Jovem apresentava sinais de agressão
Com as informações fornecidas pela família, policiais da Seção de Investigação da Delegacia de Polícia de Tramandaí passaram a procurar o possível local onde o jovem estaria sendo mantido.
As diligências levaram os agentes até uma residência no bairro Parque dos Presidentes. No imóvel, os policiais localizaram a vítima e confirmaram a situação de cárcere privado.
Um dos suspeitos fugiu pelos fundos da residência antes da entrada da equipe. Segundo a Polícia Civil, ele ainda é procurado.
O jovem apresentava hematomas pelo corpo e relatou ter sido espancado durante o período em que ficou preso. Ele também tinha um dente quebrado.
Ainda de acordo com o relato da vítima, a alimentação era limitada e ele permanecia sem acesso a telefone celular.
Investigação apura outros crimes
O jovem, que é morador de Barão de Cotegipe, estava vivendo em Tramandaí havia aproximadamente dois meses. Depois do resgate, recebeu atendimento médico e teve o retorno para sua cidade de origem providenciado.
A mãe havia informado à Polícia Civil que não conseguia falar com o filho desde junho. A partir da denúncia, os investigadores passaram a apurar a possibilidade de que ele estivesse sendo mantido contra a própria vontade e que integrantes de um grupo criminoso estivessem cobrando dinheiro da família.
Os principais suspeitos já foram identificados. A autoridade policial deverá representar pela prisão preventiva dos investigados.
A investigação continua para identificar outros possíveis envolvidos e esclarecer as circunstâncias do caso. Entre os crimes apurados estão possível extorsão mediante sequestro, cárcere privado, tortura e organização criminosa.
Fonte: G1 e GZH