Legislação se mostrou insuficiente para evitar caso Master, diz Haddad

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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou em evento na capital paulista, nesta terça-feira (10), que a legislação atual foi insuficiente para evitar as fraudes do caso do Banco Master e disse que uma “reforma estrutural” do sistema financeiro está sendo discutida.

“Uma reforma mais estrutural está sendo discutida. Ninguém quer passar por este aperto outra vez. A legislação não se mostrou suficientemente robusta para evitar uma operação como essa que colocou muita coisa em risco, que felizmente não foi um risco sistêmico”, disse.

“O Banco Central tem técnicos que estão conversando com o sistema regulado para encontrar um denominador comum. Não se pode manter regras que permitiram este caso. Precisamos fechar as brechas que permitiram a fraude”, disse.

Haddad chegou a mencionar discussões sobre diretrizes do FGC (Fundo Garantidor de Créditos). O diretor de Regulação do BC, Gilneu Vivan, já havia adiantado que o BC vai propor mudanças nas regras do mecanismo. Ele disse que a agenda deve estar “organizada” até março deste ano, mas não detalhou as medidas a serem propostas.

Até a última atualização, o FGC já tinha pago R$ 36 bilhões aos investidores cobertos pelo mecanismo. Só o Banco Master vai demandar um resgate de R$ 40,6 bilhões, enquanto o Will Bank, um de seus braços, outros R$ 6,3 bilhões. É a maior operação do tipo na história do fundo.



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