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Redes sociais conseguem coletar dados sobre a rotina de uma pessoa mesmo quando ela não posta ativamente por lá. Antes de enviar uma mensagem, a plataforma pode identificar o tipo de aparelho usado ou a localização aproximada, por exemplo.

Portanto, ser low profile no X, no Instagram ou no TikTok não impede que alguns dados sejam acessados por padrão. Os próprios aplicativos revelam as práticas nos termos de uso ou na política de privacidade (que normalmente são aceitos sem muita atenção).

Alguns casos já renderam polêmica, como o treinamento de modelos de IA da Meta com base em posts e fotos dos usuários de Facebook e Instagram.

Quais informações podem ser acessadas pelas redes sociais?

Veja abaixo o que as redes sociais sabem de quem utiliza as plataformas:

Dados gerais

Ao acessar um site ou aplicativo de rede social, a plataforma pode coletar algumas informações rápidas sobre a entrada, incluindo:

  • Tipo e nome do aparelho;
  • Sistema operacional usado;
  • Mais detalhes sobre software e hardware;
  • Localização aproximada;
  • Endereço IP;
  • Navegador usado;
  • Informações sobre bateria e conexão.

Um exemplo comum ocorre ao tentar fazer login em outro dispositivo: por motivos de segurança, a rede social envia um e-mail com horário, local e tipo de aparelho que tentou usar a conta. A medida pode ajudar a identificar e conter invasões no perfil.

Permissões do aparelho e metadados

As plataformas também podem ter acesso a metadados, que são informações adicionais sobre um dado ou arquivo, como a data de criação de um documento.

Caso tenha autorização para permita que o app acesse acâmera ou a galeria, a rede poderá identificar onde uma foto foi tirada ou qual configuração foi usada na câmera. É por isso que o Instagram consegue sugerir marcações automaticamente ao enviar uma imagem, por exemplo.

Outra permissão muito comum cedida pelos usuários é o acesso à lista de contatos da agenda para recomendar perfis. A medida faz com que as redes acessem dados como telefone e endereço de e-mail até de pessoas que não são cadastradas por lá.

Hábitos de uso

Por fim, algumas interações podem moldar o algoritmo sem que você publique uma única mensagem. Apps como Instagram, TikTok e X (antigo Twitter) podem considerar curtidas, reproduções e contas seguidas para definir as recomendações de conteúdo.

Além disso, é possível sinalizar qual tema ou publicação não é do interesse, o que pode reduzir as sugestões.

Como limitar a exposição dos dados

Alguns dados são obrigatórios, mas é possível deixar a experiência mais privativa. Uma solução é remover as permissões de acesso à câmera e à localização do celular, por exemplo.

Além disso, o TikTok permite restaurar o feed de recomendações personalizadas.

*Matéria de André Magalhães, do Canaltech, em colaboração para a CNN Brasil



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