Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp
Share on email

Tucanos também sobem no telhado em Mato Grosso do Sul

Quem vai suceder Reinaldo Azambuja?

Esta é a pergunta que se fazem os tucanos e, por extensão, os principais próceres e estrategistas da política em Mato Grosso do Sul. Há uma tendência de prolongamento das indefinições do tabuleiro em que se alinharão os concorrentes ao poder estadual.

Diante disso, o PSDB – partido que controla o maior número de prefeituras do estado, passa a preocupar-se com a chegada do final de 2021 e do início da temporada eleitoral, sem que saiba quais serão de fato os aliados e adversários de campanha. O ninho, aparentemente pacificado, trabalha a pré-candidatura do secretário de Infraestrutura, Eduardo Riedel. Contudo, não tira a atenção da deputada federal Rose Modesto, do prefeito Marquinhos Trad (PSD) e dos ex-governadores André Puccinelli (MDB) e Zeca do PT.

Seriam estas, em princípio, as peças mais competitivas do tabuleiro sucessório. Todas constituindo barreiras complexas e resistentes que podem dificultar e até mesmo impedir o avanço do bom e palatável Riedel. Para dar passos à frente e sair do rinque de patinação em que colocou seu super-secretário, Reinaldo Azambuja precisa remover os obstáculos internos de seu arco de alianças, ou seja, a deputada e o prefeito, ambos instigados pelo desejo de iniciar o ano novo com a indumentária de candidatos.

É difícil a quem está de fora entender a posição de Azambuja em relação a Rose. Ela não tem nenhum tipo de constrangimento ou hesitação para assumir a intenção de candidatar-se ao governo, mesmo sabendo que hoje é um “Plano B” de luxo nas contas do governador e do PSDB. Se for para levar adiante esta intenção, ela tem, nas suas mãos, sob seu controle total, as rédeas do Podemos em território guaicuru. Legenda não é problema, portanto; contudo, o que pesa nesta balança é a fidelidade a Azambuja e ao partido, decisivos no alavancamento de sua projeção, agora já em âmbito nacional.

No caso de Marquinhos Trad, a resposta para 2022 só depende dele. Mais ninguém. Primeiro, por considerar que não deve a Azambuja uma fidelidade tão absoluta e extrema que o impeça de decidir sobre algo tão pessoal. Pode limitar-se ao reconhecimento e à gratidão ao apoio monumental que o Estado vem dando à sua gestão, desde o primeiro dia, e ainda mais, ao empurrão do governador nas eleições municipais em que o partido nem lançou candidato, mesmo tendo em seus quadros candidatos respeitáveis, entre eles a competitiva Rose Modesto.

Quanto a Puccinelli e Zeca, os tucanos podem, no máximo, torcer para que ambos ou ao menos algum deles não estejam entre os concorrentes na sucessão. Por maiores que tenham sido os desgastes do pós-governo, e mesmo muito machucados e despossuídos da estrutura ideal para embates de envergadura, os dois ex-governadores continuam sendo páreos à altura possuem reservas consistentes de prestígio popular e conhecem os segredos desse tipo de enfrentamento.

Hoje é improvável uma costura que livre Riedel da concorrência de Puccinelli e Zeca, a menos que ambos optem pelo caminho mais prático e até menos oneroso, que seria disputar mandatos proporcionais (Câmara dos Deputados ou Assembleia Legislativa). Entretanto, antes de chegar nesse ponto do tabuleiro, Azambuja e o PSDB precisarão refazer a equação interna e definir o que será da vida com ou sem Rose. A propósito: a atuante parlamentar está na conta das mais frequentes e agradáveis interlocuções do “trator” Puccinelli nos últimos meses.

               

Colunas