Trigo avança mais de 2%, enquanto milho recupera parte das perdas diante das preocupações com a guerra entre Rússia e Ucrânia e os impactos sobre o comércio de grãos.
Os preços do milho e do trigo em Chicago registraram forte alta nesta sexta-feira (14), em meio ao aumento das tensões entre Rússia e Ucrânia. A rejeição russa à possibilidade de um cessar-fogo no Mar Negro ampliou as preocupações do mercado com o transporte e a oferta internacional de cereais.
O trigo liderou os ganhos, com os contratos mais negociados avançando mais de 2%. O movimento também favoreceu o milho, que conseguiu recuperar parte da queda registrada na sessão anterior.
Milho e trigo em Chicago reagem à tensão no Mar Negro
O cenário envolvendo Rússia e Ucrânia voltou a exercer forte influência sobre as commodities agrícolas. O Mar Negro é uma região estratégica para o comércio mundial de grãos, e qualquer ameaça às operações portuárias pode afetar o fluxo de exportações.
Além da continuidade do conflito, novos ataques contra estruturas portuárias russas e ucranianas aumentaram a preocupação dos operadores com possíveis dificuldades logísticas e impactos sobre a oferta internacional.
No caso do milho, o mercado também considera fatores próprios da commodity. Entre eles está o último relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que reduziu a estimativa de produtividade da safra norte-americana.
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A combinação entre as questões geopolíticas e os dados da produção americana ajudou a sustentar os preços em Chicago nesta sexta-feira.
Alta em Chicago influencia milho na B3
No Brasil, a valorização do milho em Chicago também repercutiu sobre os contratos futuros negociados na B3, que apresentavam ganhos durante a sessão.
O movimento ocorre paralelamente à valorização do dólar, que voltou a superar a marca de R$ 5,20.
Para o produtor brasileiro, o comportamento dos preços internacionais segue como um dos fatores importantes para acompanhar as perspectivas do mercado. As cotações de Chicago, o câmbio e as condições da oferta mundial podem influenciar os preços dos grãos também no mercado interno.