Mesmo com o frio e as chuvas, a comercialização continua na região, enquanto os valores pagos pela produção seguem abaixo do esperado.
A colheita da erva-mate segue em andamento no Alto Uruguai Gaúcho e em outras áreas do Norte do Rio Grande do Sul. Apesar das baixas temperaturas e do clima chuvoso, os produtores continuam realizando a colheita e entregando a produção às ervateiras da região.
A produtividade das lavouras apresenta diferenças significativas entre as propriedades. Segundo produtores, o desempenho varia principalmente de acordo com o nível de investimento e o manejo adotado em cada área, resultando em volumes de produção bastante distintos.
Embora a comercialização permaneça ativa, o principal desafio da safra tem sido o preço pago pela matéria-prima. Atualmente, a arroba de 15 quilos está sendo negociada entre R$ 12 e R$ 14 nas ervateiras. Desse valor, o produtor acaba recebendo entre R$ 5 e R$ 7 por arroba, já descontados os custos com colheita e transporte.
A situação gera preocupação entre os produtores, que enfrentam margens reduzidas em uma atividade considerada essencial para a economia regional.
A erva-mate desempenha papel importante no desenvolvimento econômico do Norte do Rio Grande do Sul. Além de representar uma fonte de renda para milhares de famílias produtoras, a cultura movimenta toda uma cadeia produtiva, envolvendo trabalhadores responsáveis pela colheita, transporte e processamento nas ervateiras.
Mesmo diante da baixa remuneração nesta safra, a atividade continua sendo uma das principais geradoras de empregos e renda em diversos municípios da região.

