
Estudo nacional com 2.338 médicos aponta níveis elevados de desgaste emocional entre profissionais que atuam em unidades de terapia intensiva.
Quase metade dos médicos que trabalham em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) no Brasil apresenta alto nível de esgotamento mental e emocional. O dado faz parte de um estudo nacional realizado pela Associação de Medicina Intensiva Brasileira (Amib) em parceria com o Conselho Federal de Medicina (CFM).
A pesquisa ouviu 2.338 profissionais de 26 estados e do Distrito Federal. Do total, 48,5% apresentaram alto nível de esgotamento, enquanto outros 31,2% registraram nível moderado.
Somados, os resultados indicam que 79,7% dos médicos avaliados precisam de atenção e cuidados relacionados à saúde emocional.
O levantamento também apontou que 46,4% dos profissionais demonstram baixa satisfação com a atividade que exercem. Além disso, 45,6% relataram algum grau de despersonalização, caracterizada pelo distanciamento emocional que pode interferir na relação com pacientes e colegas.
Rotina nas UTIs aumenta pressão sobre médicos
O trabalho em uma UTI envolve atendimento a pacientes em estado grave, decisões rápidas, contato frequente com situações de sofrimento e morte, além de jornadas extensas.
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LER NOTÍCIA →De acordo com a Amib, fatores como a elevada carga horária, limitações de infraestrutura e o aumento da demanda por atendimento podem contribuir para o desgaste emocional dos profissionais.
O estudo também encontrou diferença entre os médicos conforme o nível de especialização. Entre os intensivistas, 44,5% apresentaram alto esgotamento emocional. Já entre os médicos generalistas que trabalham em UTIs, o índice chegou a 52,3%.
O impacto desse cenário pode ultrapassar a saúde individual dos médicos e alcançar as equipes e o ambiente de assistência, especialmente em aspectos como comunicação e relacionamento profissional.
Fonte: Agência Brasil – EBC
Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil