Ministério da Saúde reforça vacinação contra o sarampo

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Vacinação contra o sarampo durante campanha de multivacinação
Foto Paulo Pinto/Agencia Brasil

Campanha Nacional de Multivacinação termina na próxima terça-feira (1º) e inclui a vacina tríplice viral.

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O Ministério da Saúde reforçou o chamado para que a população mantenha a vacinação contra o sarampo em dia. A orientação ocorre após o registro de casos da doença em São Paulo nos últimos meses.

A Campanha Nacional de Multivacinação segue até a próxima terça-feira (1º). A iniciativa busca verificar a situação vacinal de crianças e adolescentes menores de 15 anos e aplicar as doses que estiverem pendentes.

Entre as vacinas oferecidas está a tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola.

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O Brasil confirmou 27 casos de sarampo em 2026. Desse total, 24 fazem parte de uma cadeia de transmissão ativa iniciada em junho, no estado de São Paulo.

Dos casos relacionados à transmissão, 21 foram registrados na capital paulista, dois em São Bernardo do Campo e um em Guarulhos.

Os outros três casos confirmados no país não possuem relação entre si. Dois ocorreram em São Paulo e um no Rio de Janeiro. Segundo o Ministério da Saúde, esses registros já foram considerados encerrados após 12 semanas sem novas ocorrências associadas.

Em 2025, o Brasil havia confirmado 38 casos de sarampo importados ou relacionados à importação. Conforme o ministério, todos foram controlados por meio das ações de vigilância e vacinação.

A pasta afirma que o país continua sem circulação endêmica do sarampo, mesmo com o aumento de casos registrado em outros países das Américas.

Esquema de vacinação contra o sarampo

O sarampo é uma doença altamente contagiosa, mas pode ser prevenido com a vacina tríplice viral.

Para crianças, o calendário de rotina estabelece duas doses: a primeira aos 12 meses e a segunda aos 15 meses de idade.

Pessoas de até 29 anos que não foram vacinadas ou não possuem comprovação devem receber duas doses, respeitando um intervalo mínimo de 30 dias entre elas.

Para adultos entre 30 e 59 anos, a recomendação é de uma dose da vacina contra o sarampo.

Quando há circulação do vírus, as estratégias de imunização podem ser ampliadas conforme a avaliação epidemiológica de cada situação.

Em São Paulo, por causa da cadeia de transmissão identificada, o Ministério da Saúde recomendou ampliar a vacinação nos municípios de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo.

Nessas localidades, bebês de 6 a 11 meses devem receber a chamada dose zero.

A dose adicional busca oferecer proteção a crianças menores de 1 ano em situações de maior risco. Ela, porém, não substitui as doses previstas no calendário regular aos 12 e 15 meses.

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