Safra de laranja 2026/27 é revisada para 263,15 milhões de caixas

Laranjas em pomar durante a safra 2026/27
Chuvas acima da média contribuíram para o aumento do peso das laranjas nos pomares.

Chuvas acima da média em São Paulo e Minas Gerais aumentaram o peso dos frutos e elevaram a projeção da safra.

A safra de laranja 2026/27 deve alcançar 263,15 milhões de caixas de 40,8 quilos, segundo a nova estimativa do Fundecitrus. O volume representa alta de 7,95 milhões de caixas, ou 3,1%, em relação à previsão inicial divulgada em maio.

A revisão ocorreu principalmente pelo aumento do peso das laranjas das variedades precoces e de meia-estação. O ganho compensou a elevação da taxa projetada de queda prematura dos frutos.

Entre maio e agosto de 2026, o cinturão citrícola de São Paulo e do Triângulo/Sudoeste Mineiro acumulou 210 milímetros de chuva, conforme dados da Climatempo Meteorologia. O volume ficou 51% acima da média histórica para o período entre 1991 e 2020.

Junho e julho registraram as maiores diferenças em relação à média histórica, enquanto os volumes de maio e agosto ficaram próximos dos padrões habituais.

Ao mesmo tempo, a colheita avançou em ritmo mais lento. Até meados de agosto, apenas 27% da produção havia sido retirada dos pomares. Segundo o Fundecitrus, a demora está relacionada à elevada participação de frutos da segunda florada e à busca pelo ponto ideal de maturação.

Com a permanência prolongada das laranjas nas árvores durante um inverno mais chuvoso, os frutos das variedades precoces e de meia-estação tiveram mais tempo para ganhar peso.

Peso das laranjas aumenta

A estimativa média passou de 255 frutos por caixa, equivalentes a 160 gramas por fruto, em maio, para 246 frutos por caixa, ou 166 gramas por fruto, na nova projeção.

Para as variedades tardias, a estimativa de peso foi mantida, já que uma parcela ainda pequena desses frutos havia sido colhida.

Por outro lado, a permanência maior das frutas nos pomares também contribuiu para o aumento das perdas provocadas por pragas e doenças.

A incidência de greening, leprose e cancro cítrico elevou a queda prematura dos frutos, especialmente em agosto. O problema foi mais intenso nas variedades precoces e de meia-estação.

A taxa média de queda, que havia sido projetada em 23,7% na estimativa de maio, passou para 24,1%. Os setores Sul, Centro e Sudoeste apresentam os maiores índices, regiões onde a ocorrência de greening é mais elevada.

A Pesquisa de Estimativa de Safra (PES) é realizada pelo Fundecitrus em parceria com o estatístico José Carlos Barbosa, professor titular aposentado da FCAV/Unesp.

A nova projeção considera as informações disponíveis até o momento e poderá ser atualizada conforme a colheita avançar. A próxima divulgação está prevista para 10 de dezembro.

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