
Dario Durigan afirmou que aumento eleva o benefício mínimo para R$ 691 e não representa ganho real para os beneficiários.
O reajuste de 15% do Bolsa Família anunciado pelo governo representa apenas a reposição da inflação acumulada, sem aumento real no valor do benefício, afirmou o ministro da Fazenda, Dario Durigan.
A declaração foi dada em entrevista gravada na sexta-feira (18), durante o Fórum CEO Brasil 2026, em Mata de São João, na Bahia. “Reajuste do Bolsa Família foi pela inflação, não foi real”, declarou o ministro.
Com a atualização, o valor mínimo pago pelo programa passa de R$ 600 para R$ 691. Já o benefício médio deve alcançar R$ 777.
Segundo informações do InfoMoney, Durigan afirmou que o reajuste não muda a prioridade do governo em relação às contas públicas. De acordo com o ministro, o compromisso continua sendo manter a trajetória de melhora das contas públicas.
Número de beneficiários diminuiu
Durigan também comentou a redução na quantidade de famílias atendidas pelo Bolsa Família após a revisão dos cadastros.
Segundo o ministro, o programa chegou a atender 21,9 milhões de famílias durante a transição entre 2022 e 2023. O número caiu para 18,7 milhões ao final de 2025.
Parte da redução, de acordo com Durigan, está relacionada ao aumento da renda das famílias e à entrada de beneficiários no mercado formal de trabalho.