
Reajuste previsto para 1º de setembro pode elevar o preço do botijão de 13 kg, inclusive para consumidores de Erechim e região.
O botijão de gás pode ficar até R$ 12 mais caro a partir de 1º de setembro de 2026. A estimativa do setor aponta aumento entre R$ 5 e R$ 12 no botijão de 13 kg, dependendo da região e da política de preços adotada por cada revendedora.
O reajuste ocorre em meio à elevação dos custos enfrentados pelas empresas responsáveis pela distribuição e comercialização do GLP (gás liquefeito de petróleo).
Entre os principais fatores citados está o dissídio coletivo dos trabalhadores do setor, que definiu novos pisos salariais e benefícios. O aumento da folha de pagamento eleva as despesas das empresas e pressiona os custos da cadeia de comercialização.
Além da mão de obra, as distribuidoras e revendedoras também enfrentam despesas maiores com transporte, fretes, manutenção da frota, armazenamento, tributos e estruturas utilizadas na distribuição.
Os custos relacionados ao envase do gás e às adequações exigidas por normas de segurança e procedimentos operacionais também entram na composição das despesas do setor.
Mercado de GLP enfrenta aumento de custos
Outro ponto destacado pelo setor é o cenário considerado desafiador para o mercado de GLP. A política de leilões adotada pela Petrobras está entre os fatores que influenciam as condições de aquisição e comercialização do produto.
Com a combinação de custos maiores, as empresas buscam recompor suas despesas e preservar as margens necessárias para manter as operações. Parte desse impacto pode chegar ao consumidor por meio do aumento no preço do botijão.
Impacto para consumidores de Erechim e região
Para os moradores de Erechim e municípios da região, o possível aumento representa mais uma despesa no orçamento doméstico.
A elevação do preço do gás de cozinha pode aumentar o gasto mensal das famílias e reduzir a parcela da renda disponível para outras despesas, pressionando o poder de compra dos consumidores.