El Niño pode ganhar força histórica e aumentar riscos climáticos

Imagens: IA/Gemini

Fenômeno pode agravar ondas de calor, secas e inundações, enquanto projeções da ONU alertam para a continuidade do aquecimento global nas próximas décadas.

O fenômeno El Niño pode alcançar intensidade excepcional e ampliar os riscos climáticos em diferentes partes do mundo. Segundo a Organização Meteorológica Mundial (OMM), algumas regiões poderão enfrentar ondas de calor e secas severas, enquanto outras estarão sujeitas a chuvas intensas e inundações.

A possível intensificação do fenômeno ocorre em um cenário de preocupação com o avanço do aquecimento global e seus efeitos sobre o clima do planeta.

Projeções indicam aumento da temperatura global

Um relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) aponta que a temperatura média global poderá continuar subindo nas próximas décadas, mesmo com a ampliação das energias renováveis e os avanços nas políticas de combate às mudanças climáticas.

De acordo com as projeções, a temperatura média do planeta poderá aumentar aproximadamente 2,8 °C até 2100 em comparação com os níveis pré-industriais, caso sejam mantidas as políticas atuais.

Se os compromissos climáticos existentes forem integralmente cumpridos, a estimativa de aquecimento cai para cerca de 2,6 °C.

O relatório destaca que a redução rápida das emissões de gases de efeito estufa é necessária para limitar o agravamento das mudanças climáticas. Os planos apresentados pelos países, no entanto, ainda são considerados insuficientes para alcançar as metas internacionais.

Acordo de Paris enfrenta desafios

O Acordo de Paris estabelece o compromisso de manter o aquecimento global bem abaixo de 2 °C, com esforços para limitar o aumento da temperatura a 1,5 °C em relação aos níveis pré-industriais.

Entretanto, o ritmo atual das emissões torna esse objetivo cada vez mais difícil de alcançar.

A Organização das Nações Unidas (ONU) afirma que medidas climáticas mais ambiciosas ainda podem reduzir os impactos futuros. Contudo, retornar ao limite de 1,5 °C até o final do século exigiria a retirada de grandes quantidades de carbono da atmosfera.

A viabilidade dessa estratégia ainda apresenta incertezas, reforçando os desafios para conter o avanço do aquecimento global.

Com informaçoes Agencia Brasil

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