Estimativa da CNA aponta que produtos importantes do agronegócio poderão perder competitividade no mercado norte-americano com a nova cobrança.
A nova tarifa anunciada pelos Estados Unidos pode impactar diretamente uma parcela relevante das exportações do agronegócio brasileiro. De acordo com estimativas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), cerca de 36,5% dos produtos do setor enviados ao mercado norte-americano poderão ser atingidos pela cobrança adicional prevista para entrar em vigor nos próximos dias.
Embora parte das mercadorias brasileiras tenha sido contemplada com exceções, diversos produtos estratégicos continuam sujeitos à nova tarifa. Entre eles estão madeira, arroz, açúcar, ovos e uvas, segmentos que possuem forte participação nas exportações brasileiras e movimentam bilhões de dólares em negócios com os Estados Unidos.
Segundo a CNA, a medida tende a reduzir a competitividade dos produtos brasileiros frente a concorrentes internacionais. Como consequência, empresas exportadoras poderão enfrentar dificuldades para manter espaço no mercado americano, o que pode refletir na redução do volume exportado em alguns segmentos.
Diante desse cenário, especialistas apontam que produtores e empresas poderão intensificar a busca por novos compradores em outras regiões do mundo. Mercados da Ásia, Oriente Médio e América Latina aparecem entre as alternativas para compensar possíveis perdas provocadas pelo aumento das tarifas.
Apesar da preocupação, a maior parte das exportações do agronegócio brasileiro para os Estados Unidos permanecerá sem a incidência da nova cobrança. Conforme a estimativa da CNA, aproximadamente 63,5% dos embarques do setor ficaram fora da lista de produtos atingidos.
Ainda assim, representantes do agronegócio acompanham a situação com atenção, já que os setores afetados têm importância significativa para a balança comercial brasileira e para a geração de renda em diversas cadeias produtivas.

