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Ação entre Sesau e GCM realiza extermínio de criadouros do Aedes em imóveis abandonados

Uma parceria entre a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) e a Guarda Civil Metropolitana (CGM) garantiu, na manhã desta quinta-feira (22), o extermínio de criadouros do Aedes aegypti, que pode transmitir a dengue, zika e chikungunya, em imóveis abandonados na região da antiga rodoviária.

Como há a circulação de usuários de entorpecentes nestes locais que podem se apresentar agressivos, a equipe da guarda esteve acompanhando os agentes de combate de endemias (ACEs) para garantir a segurança de todos os servidores.

“Nossa equipe entra no imóvel antes dos agentes e realiza a vistoria se há alguém lá dentro. Em apenas uma das situações havia gente dentro do imóvel que, assim que pedimos para se retirar, ele saiu de prontidão”, explica o GCM Jary Muzili.

Em todos os imóveis vistoriados pelas equipes do CCEV foram encontrados focos do mosquito, conforme o coordenador do setor, Vagner Ricardo. Além da vistoria, nos locais onde não havia como realizar o descarte do criadouro, como é o caso de bueiros, foram colocados larvicidas.

“Essa não é uma ação pontual, devemos continuar aqui na região central, já que existe uma grande quantidade de imóveis abandonados”, completa Vagner. Ele ainda lembra que, além do extermínio desses depósitos de água e criadouros, os proprietários dos imóveis também serão identificados e notificados.

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Construção da Vila dos Idosos segue com obras avançadas na fase de acabamento

A Vila dos Idosos, localizada em frente ao Horto Florestal, segue com obras em fase de acabamento com o assentamento de pisos, instalação de janelas e finalização de um espaço de integração entre os idosos, além da pintura nos salões onde serão destinados à utilização comercial. Equipes da Prefeitura de Campo Grande, da Agência Municipal de Habitação e Assuntos Fundiários (Emha) e da Câmara Municipal realizaram visita técnica no canteiro de obras na tarde dessa quarta-feira (21).

Serão 40 apartamentos destinados à população com mais de 60 anos. Este é o primeiro empreendimento em Campo Grande, construído para locação social. O condomínio terá amplos corredores, proporcionando iluminação e ventilação natural, salas de apoio, escada de emergência e elevador para todos os andares.

Os apartamentos terão 33,70m², sala integrada à cozinha, área de serviço e quarto com banheiro dentro das normas de acessibilidade. Além disso, terá áreas de sociabilização como sala multiuso, capela e espaço de convivência.

“Este será um condomínio inovador e o primeiro na modalidade para Locação Social. No último andar, há um espaço de convivência onde a Prefeitura pretende agregar com a Secretaria de Assistência Social e a Secretaria de Cultura, trazendo oportunidades para os idosos que vão residir no espaço”, informa a prefeita Adriane Lopes.

A Vila dos Idosos é o primeiro parque público para Locação Social em Mato Grosso do Sul. O projeto-piloto deve ser referência e exemplo de habitação de interesse social a ser replicado em outros municípios.

Para auxiliar nos custos de administração e manutenção do prédio, haverá uma parceria com a utilização dos 10 salões comerciais dispostos no térreo com área individual de 39,40m². Pelo modelo de locação social, serão atendidas pessoas de baixa renda com mais de 60 anos, com preços subsidiados.

Suporte internacional

A atuação do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) na área de habitação foi um marco para o avanço da política de locação social em Campo Grande. O Município recebeu suporte para a estruturação de propostas que promovessem o desenvolvimento sustentável e a possibilidade de alcance de moradia digna às populações menos favorecidas.

Ao longo dos últimos cinco anos, a instituição ofertou consultorias e realizou estudos direcionados na área. Uma das ações financiadas com recursos do Programa Reviva Campo Grande foi a elaboração de um estudo de pré-viabilidade financeira e modelagem institucional para o Programa de Locação Social Municipal, que serviu de base para a revisão da política municipal habitacional, em consonância com o Plano Diretor.

Além disso, houve uma cooperação técnica voltada à capacitação do quadro encarregado da atualização da Política e do Plano Municipal de Habitação. Foi criado, então, o Comitê Habitação de Interesse Social (COHIS), para apresentar e discutir experiências de Locação Social como alternativa de acesso à moradia. Esta consultoria resultou na elaboração do Decreto Municipal n. 15.167/2022, que regulamenta a Lei Municipal n. 6592 e, em linhas gerais, estabelece responsabilidades, prazos e diretrizes de credenciamento da população, dando início ao Programa de Locação Social do Município.

O BID apoiou também, por meio de uma segunda cooperação técnica, estudos de Inteligência Artificial para auxiliar na identificação das melhores localizações para habitação de interesse social, tendo como base a existência de infraestrutura, serviços e outros indicadores urbanos. O Município, com recursos do Reviva Campo Grande, realizou também a revisão do Plano Municipal de Habitação de Interesse Social (PHABIS) e da Política Municipal de Habitação de Interesse Social (POLHIS).

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Segunda remessa chega e MS recebe mais de 3,7 mil doses da vacina contra a dengue

O Governo de Mato Grosso do Sul, por meio da SES (Secretaria de Estado de Saúde), recebeu no início da tarde desta quinta-feira (22) mais 3.784 doses de imunizantes contra a dengue. A segunda remessa da vacina contempla os municípios de Corumbá e Ladário, fechando em 100% de abrangência dos municípios que receberam o imunizante no Estado.

Conforme a coordenadora de Imunização da SES, Ana Paula Rezende Goldfinger, com a chegada das vacinas ao Estado as mesmas já estão disponíveis para a retirada pelos municípios contemplados nesta segunda fase de distribuição pelo Ministério da Saúde. “Vamos entregar assim que o município puder vir buscar”.

Com isto, o estado será o primeiro do país a ter todos seus municípios contemplados com a vacina. Dourados já tinha recebido doses na fase de pré-vacinação nacional, em estratégia própria. Depois, quando as doses começaram a ser distribuídas em massa, 76 municípios do Estado foram contemplados.

Ao todo, Mato Grosso do Sul já recebeu do Ministério da Saúde 73.354 doses do imunizante.

Público-alvo

O Ministério da Saúde orienta que o imunizante deve ser usado em crianças de 10 a 11 anos, faixa etária que concentra o maior número de hospitalização por dengue. Assim, o esquema vacinal será composto por duas doses com intervalo de três meses entre as doses.

A recomendação é que a vacinação seja iniciada pela administração de D1. As demais doses para D2 serão enviadas posteriormente, considerando o intervalo recomendado de três meses entre as doses

A distribuição das doses pelo Ministério da Saúde aos municípios foi determinada com base em três critérios principais: o ranqueamento das regiões de saúde e municípios, o quantitativo necessário de doses para a população-alvo conforme a disponibilidade (prevista pelo fabricante) e o cálculo do total de doses a serem entregues em uma única remessa ao município.

Atendimento por macrorregião

No dia 10 de fevereiro, Mato Grosso do Sul recebeu 69.570 doses de vacina contra a dengue sendo distribuídas em três macrorregiões de saúde, sendo:

  • Macrorregião de Dourados, com exceção do município de Dourados que já foi contemplado com outra estratégia.
    Receberam os seguintes quantitativo de imunizantes: Caarapó (936 doses), Deodápolis (369), Douradina (172), Fátima do Sul (495), Glória de Dourados (259), Itaporã (793), Jateí (108), Laguna Carapã (231), Rio Brilhante (1.198), Vicentina (153), Eldorado (324), Iguatemi (410), Itaquiraí (575), Japorã (396), Juti (246), Mundo Novo (546), Naviraí (1.466), Anaurilândia (197), Angélica (298), Batayporã (273), Ivinhema (730), Nova Andradina (1.355), Novo Horizonte do Sul (129), Taquarussu (102), Amambai (1.355), Antônio João (313), Aral Moreira (395), Coronel Sapucaia (523), Paranhos (602), Ponta Porã (2.859), Sete Quedas (320) e Tacuru (379).
  • Macrorregião de Três Lagoas: Aparecida do Taboado (707), Cassilândia (497), Inocência (209), Paranaíba (1.025), Água Clara (572), Bataguassu (675), Brasilândia (306), Santa Rita do Pardo (206), Selvíria (225) e Três Lagoas (3.896).
  • Macrorregião de Campo Grande: Campo Grande (24.639 doses), Costa Rica (771), São Gabriel do Oeste (834), Maracaju (1.223), Jardim (731), Coxim (929), Guia Lopes da Laguna (297), Sidrolândia (1.435), Pedro Gomes (182), Chapadão do Sul (945), Rochedo (156), Anastácio (739), Camapuã (338), Bonito (715), Figueirão (108), Nova Alvorada do Sul (764), Aquidauana (1.460), Jaraguari (209), Miranda (883), Dois Irmãos do Buriti (338), Sonora (434), Ribas do Rio Pardo (746) Alcinópolis (115), Caracol (149), Corguinho (161), Bela Vista (683), Rio Verde de Mato Grosso (549), Paraíso das Águas (184), Terenos (506), Rio Negro (129), Nioaque (390), Porto Murtinho (463), Bodoquena (269) e Bandeirantes (221).
  • Macrorregião de Corumbá: Corumbá (3.060) e Ladário (724).

Fonte: Comunicação SES

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Mineração retoma crescimento em MS com R$ 275,9 milhões de taxas de compensação em quatro anos

Mato Grosso do Sul consolida a força do setor de mineração com a arrecadação de R$ 275,95 milhões de Contribuição Financeira de Recursos Minerais (CFEM) nos últimos quatro anos. O montante representa um impulso para o crescimento econômico e o bem-estar da população sul-mato-grossense.

O valor foi arrecadado por 213 empresas que desempenharam papel crucial nesse processo, com a gestão responsável dos recursos minerais para garantir benefícios econômicos e sociais a longo prazo. Três municípios sobressaíram-se em receita: Corumbá, que foi classificado em 16º lugar nacional, e teve receita de R$ 194.278.132.

Em seguida aparece Ladário, na 25ª posição nacional, com R$ 35.111.379, fortalecendo seu papel no desenvolvimento econômico. Por fim, aparece o município de Bela Vista, alcançando a 33ª posição nacional. O município do sudoeste de Mato Grosso do Sul contribuiu com R$ 19.150.527.

Na avaliação do secretário de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação, Jaime Verruck, Mato Grosso do Sul tem se destacado nacionalmente na exploração de diversos minerais, incluindo ferro, manganês, calcários, calcíticos e dolomíticos, basalto, areia, argilas e saibro.

Além disso, a extração de água mineral, folhelho, filito, granitos, areia, cascalho e argila são cruciais para o desenvolvimento econômico e a infraestrutura estadual.  

“Mato Grosso do Sul se destaca não apenas pela quantidade arrecadada, mas pela forma como esses recursos são geridos. Estamos investindo no futuro, equilibrando o desenvolvimento econômico com a preservação ambiental”, salienta.

Entre os destaques estão a MCR Mineração, empresa do Grupo J&F Mineração, liderando a arrecadação com R$ 158.758.935.

Outras empresas também se destacam nesse cenário, entre elas a Vetria Mineração, com contribuição de R$ 25.595.075 (12,18% do total); MMX – Corumbá Mineração, com valor de R$ 19.606.205 (9,33% do total); e Vetorial Mineração, com R$ 4.458.345 (2,12% do total).

Atualmente as alíquotas aplicadas para a CFEM são de 3,50% no ferro, 3% para o manganês, 1% para calcários calcíticos e dolomíticos, e 1% para basalto. O setor desempenha um papel crucial no desenvolvimento econômico e na sustentabilidade do Estado, garantindo o uso responsável dos recursos minerais.

O coordenador de mineração e Gás da Semadesc, Eduardo Pereira, complementa que  que “a arrecadação recorde da CFEM reflete o compromisso das empresas e do Estado com uma exploração responsável. Estamos promovendo o desenvolvimento econômico sem comprometer nosso compromisso com a sustentabilidade”.

Verruck frisa que o Governo do Estado prioriza o crescimento sustentável, acreditando na prosperidade econômica aliada a responsabilidade ambiental. “Mato Grosso do Sul continua a ser um exemplo inspirador de como a colaboração entre o setor privado e o governo pode impulsionar o progresso, preservando simultaneamente o meio ambiente para gerações futuras”, concluiu.

Fonte: Comunicação Semadesc

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‘Fogo não é mais normal, nem cultural em MS’, afirma titular da Semadesc sobre trabalho contra incêndios

“Fogo não é mais normal nem cultural no Estado. Esta é a primeira ruptura que nós temos que fazer. Então nós vamos trabalhar muito forte neste ano no manejo integrado e prevenção do fogo, combatendo esta prática que não cabe mais na situação atual”. A afirmação foi feita pelo secretário de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), Jaime Verruck, durante a abertura do 1º Seminário de Incêndios Florestais 2024 de MS.

O evento começou ontem (21) e acontece no Centro de Convenções Rubens Gil de Camilo, reunindo instituições como a Semadesc, Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul), Corpo de Bombeiros, Cemtec, brigadistas, Ibama, ONGs e representantes da cadeia produtiva da pecuária e florestas para debater a questão dos incêndios florestais.

Durante dois dias os participantes vão debater diversos eixos como: prevenção preparação, resposta, responsabilização e reabilitação ambiental. O seminário é o primeiro de uma série de eventos previstos para ocorrer em 2024 pela Semadesc.

“Desde janeiro o Governo do Estado vem realizando reuniões para discutir a questão dos incêndios florestais. Hoje serão feitas várias discussões técnicas. O Ministério do Meio Ambiente já publicou um decreto de emergência ambiental e nós estamos terminando nossa base técnica para fazer o decreto de emergencia ambiental estadual. Vamos ter uma estrutura de planejamento das atividades”, salientou o secretário Jaime Verruck.

Secretário Jaime Verruck abriu hoje o simpósio sobre incêndios florestais que acontece até amanha em Campo Grande

Ele lembra que dentro das várias metas da Semadesc neste ano de 2024, está a busca de tratar com a sociedade de forma mais direta, as mudanças climáticas que estão cada vez mais sendo sentidas em várias regiões do nosso território.

“Nosso foco este ano é combater os incêndios florestais trabalhando com capacitação e parcerias. Para nós é fundamental a parceria com os produtores rurais, principalmente no Pantanal”, reforçou Verruck.

O Governo do Estado, segundo o secretário está colocando toda a sua estrutura disponível para fazer este combate.

“Temos elementos hoje para poder terminar nosso plano operativo, ampliar a parceria, ver ações de trabalho e como identificar mais rápido as situações. O planejamento é o instrumento mais adequado para que consigamos, de forma conjunta, fazer o combate aos incêndios florestais”, pontuou.

Programação

Durante ontem foram discutidos temas como compensação ambiental, programas do Governo de MS e de entidades internacionais para combate aos incêndios florestais entre outros assuntos.

Já hoje (22) estão na pauta o papel da Embrapa num painel sobre os corredores ecológicos da Lei do Pantanal em vigor e os incêndios florestais; UFMS: o uso do fogo no manejo da vegetação pantaneira; FAMASUL e ABPO: estudo de caso e as iniciativas frente aos incêndios florestais em MS; WETLANDS: Inteligência de fogo em áreas úmidas; IMASUL: os planos de Manejo Integrado do Fogo (PMIF) em áreas particulares de MS; Sistema ÓRION de Inteligência de fogo adotado no Estado do Mato Grosso.

Está previsto ainda uma mesa redonda com integrantes do Comitê do Fogo de MS e suas câmaras técnicas, apresentação de propostas pelos participantes e avaliação do seminário.

Fonte: Comunicação Semadesc

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Quinta-feira tem tempo instável e maior probabilidade de chuva dos últimos dias

Com previsão de sol e variação de nebulosidade, o destaque desta quinta-feira (22) é a probabilidade de chuvas em grande parte do estado. Com chances maiores que nos dias anteriores, a atuação de áreas de baixa pressão atmosférica combinada a cavados favorece a formação de nuvens e chuvas.

Além disso, de acordo com o Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima), pontualmente ainda podem ocorrer chuvas mais intensas e tempestades acompanhadas de raios e rajadas de vento.

Em Campo Grande, a mínima prevista é de 23°C e a máxima chega aos 31°C. Em Dourados, os termômetros marcam 22°C inicialmente e atingem 32°C ao longo do dia. Nas regiões Leste e Cone-Sul, Anaurilândia e Iguatemi amanhecem com 21°C, com máximas respectivas de 30°C e 33°C.

No Bolsão, Paranaíba e Três Lagoas marcam 33°C nos horários mais quentes, com mínimas de 22°C e 23°C, respectivamente. Na região Norte, as temperaturas em Coxim apresentam variação entre 23°C e 32°C.

No Pantanal, Corumbá tem 25°C pela manhã e 34°C à tarde; Em Aquidauana, a mínima é de 24°C e a máxima de 32°C. Com o valor mais alto do dia no Sudoeste do estado, o município de Porto Murtinho registra 24°C inicialmente e atinge até 35°C.

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Combate ao Aedes aegypti é reforçado em quatro bairros da Capital 

O combate ao mosquito Aedes Aegypti, transmissor de arboviroses como Dengue, Zika e Chykungunia, será reforçado em quatro bairros, com o uso do serviço de borrifação ultra baixo volume (UBV) – conhecido como Fumacê, nesta terça-feira (20).

As equipes da Coordenadoria de Controle de Endemias Vetoriais (CCEV) da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) circularão das 16h às 22h pelas ruas dos seguintes bairros: Aero Rancho, Estrela Dalva, Jardim Veraneio e Santo Antônio.

Para uma maior eficácia do inseticida, é necessário que o morador abra portas e janelas, assim o veneno consegue atingir os locais onde há maior probabilidade de estarem os mosquitos.

Os serviços podem ser adiados ou até mesmo cancelados em caso de chuvas, ventos ou neblina, uma vez que tais atividades meteorológicas prejudicam a aplicação do veneno.

O inseticida atinge os mosquitos adultos, preferencialmente as fêmeas, que são as transmissoras das doenças. Ainda assim é possível que outras espécies sejam atingidas e, por isso, é necessária uma aplicação criteriosa do veneno.

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El Niño provoca situação climática extrema em MS, com alerta para incêndios florestais no Pantanal

Com influência direta do fenômeno El Niño, a situação climática extrema e atípica em Mato Grosso do Sul pode contribuir para a ocorrência de incêndios florestais no Pantanal e nos outros biomas do Estado – Cerrado e Mata Atlântica.

As chuvas estão abaixo da média em todo o Estado desde dezembro de 2023, e a previsão é de que o déficit de precipitação persista e provoque danos ambientais, com ampliação de área seca e intensificação de casos de incêndios florestais.

O meteorologista Vinícius Sperling, do Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul), explica que em todo o Estado, com as chuvas abaixo do esperado há quase três meses, a situação deve se agrave nos próximos meses. Os dados são consolidados a partir do monitoramento de 48 municípios, com informações do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), ANA (Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico) e Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais).

“Em dezembro, de 2023, tivemos chuvas abaixo da média história em 39 municípios analisados. Já em janeiro deste ano, a situação não foi diferente, em 41 municípios houve déficit de precipitação. Sem acúmulo de água no solo, os rios estão com níveis mais baixos, é reflexo da falta de chuva”, pontua o meteorologista.

Fotos: Bruno Rezende

A situação crítica persiste desde o início do ano, nos 15 primeiros dias do mês de fevereiro, praticamente todos os municípios monitorados tiveram chuvas abaixo da média. “Com exceção de Porto Murtinho, que teve 164 milímetros, mas 100 milímetros caíram em apenas um dia, foi um evento atípico que fez com que a média subisse. De forma geral, o impacto da falta de chuva aparece nos indicadores de seca, que tem se intensificado em todo o Estado”, afirma Sperling.

No Pantanal, de acordo com a análise do Cemtec, a área com seca foi intensificada no período que deveria ser mais chuvoso, entre dezembro e janeiro. “Desde novembro a gente observou o avanço da seca, com piora em janeiro por conta das chuvas muito abaixo do ideal. Isso tudo resulta em aumento dos focos de calor, incêndios florestais, em todos os biomas presentes em Mato Grosso do Sul”, disse o representante do Cemtec.

Mudanças climáticas

O El Niño alterou as condições de temperatura e precipitações, com anomalias que provocaram situações extremas – de máximos e mínimos volumes – de chuvas, umidade relativa do ar, além de calor.

Fabiano Morelli, pesquisador do Programa de Monitoramento de Queimadas por Satélites do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), explica que em dezembro de 2023, boletim mensal sobre o fenômeno El Niño já apontava previsão de condições mais secas do que o normal durante o mês de janeiro deste ano.

“A análise explica toda a situação do El Niño. A quantidade de chuvas tem sido abaixo do esperado em toda a região central do Brasil, e a temperatura está acima da média. O fenômeno age nos períodos secos e quentes, mantendo a situação assim no centro do País, e provocando precipitações intensas, com inundações e enchentes no sul”, explicou Morelli.

O relatório do Inpe, elaborado em conjunto com Inmet, ANA e Cenad (Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres), apresentou o monitoramento e previsões sobre o fenômeno em 2023, e também informou sobre possíveis impactos este ano.

Foto: Natalia Yahn

Além de apontar que os baixos volumes de chuva previstos – aliado a irregularidade espacial das mesmas –, em Mato Grosso do Sul, contribuiriam para manter o armazenamento hídrico em níveis mais baixos. A situação colaborou para a ocorrência de incêndios florestais fora da época crítica das queimadas no Pantanal – que geralmente ocorrem entre os meses de julho a outubro.

Durante o mês fevereiro e em março, a previsão é de que a situação persista, com chuva escassa e influência direta na região Sul, além de São Paulo e Mato Grosso do Sul.

“O El Niño se manifestou muito forte a partir do período final de outubro e novembro. Foi uma situação atípica, com grande seca, inclusive no Rio Amazonas e em Manaus, com muita fumaça. A situação anômala tem influência nas secas significativas e provavelmente interferiu ciclo hidrológico, no transporte de chuva da Amazônia para a região central e sudeste do Brasil”, disse o pesquisador do Inpe.

O sistema de monitoramento dos ‘Focos Ativos por Bioma’, do Inpe, mostra que no mês de janeiro deste ano foram registrados 369 focos detectados por satélite no bioma Pantanal – em Mato Grosso do Sul e Mato Grosso –, enquanto no mesmo período de 2023 foram 103. Em comparação – com o mês de janeiro – nos últimos seis anos, a quantidade de focos em 2024 supera a registrada em 2020, com 226 e fica atrás apenas de 2019, com 542.

Mais 58% dos focos registrados em janeiro, foram em Mato Grosso do Sul e os municípios que tiveram maior quantidade de casos foram Corumbá (1°), Aquidauana (3°) e Miranda (5°).

Prevenção e resposta

Este ano, o Corpo de Bombeiros de Mato Grosso do Sul já atuou em dois incêndios de grandes proporções, na Serra do Amolar – no Pantanal -, e na região do Parque Estadual do Pantanal do Rio Negro, em Miranda.

Fotos: Divulgação

“As mudanças climáticas estão acontecendo. Um reflexo são esses incêndios, por exemplo, em janeiro, que é um mês comumente de chuvas na região. Porém, já atuamos em dois grandes incêndios este ano. E tivemos também na temporada de 2023, no mês de novembro, um crescimento absurdo dos focos de calor e incêndios aqui no Estado. Então a gente está se preparando cada vez mais, para que no momento de resposta a gente consiga dar um melhor atendimento, mais rápido a este tipo de emergência”, explicou a tenente-coronel Tatiane Inoue, diretora de Proteção Ambiental do Corpo de Bombeiros Militar, que realiza o monitoramento dos incêndios florestais no Estado.

O trabalho dos bombeiros é realizado por terra e ar, com utilização de aeronaves para combate às chamas em locais de difícil acesso e transporte de equipes. A atuação também conta com uso de tecnologia – drones e georreferenciamento –, que torna o trabalho de controle e extinção do fogo mais efetivo.

Desde o mês de janeiro, o Governo do Estado já prepara ações preventivas e de resposta, para garantir que o combate aos incêndios em todos os biomas – Pantanal, Cerrado e Mata Atlântica – seja eficiente.

“Toda essa logística faz com que o Mato Grosso do Sul, tenha se tornado nos últimos anos, uma referência na proteção ambiental, também com investimento da capacitação profissional, materiais, tecnologia. Tudo para dar uma resposta ainda melhor”, finalizou a tenente-coronel Tatiane Inoue.

Fonte: Comunicação Governo de MS

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Campo Grande recebe 226 atletas em etapa do Circuito Brasileiro e será a ‘capital do vôlei’ até domingo

O sacador com a bola nas mãos está totalmente concentrado. Bater forte ou colocado? Arriscar uma jogada genial ou apostar na segurança de um saque mais comedido? Tais dúvidas são exemplos de decisões que 226 atletas de todo o Brasil terão que tomar a partir desta quarta-feira (21) nas quadras de areia montadas no Parque das Nações Indígenas, o ‘coração verde’ de Campo Grande, na 1ª etapa do Circuito Brasileiro de Vôlei de Praia.

Previsto para até domingo (25), o evento que já se tornou uma tradição no começo do ano na cidade conta com apoio do Governo de Mato Grosso do Sul, através da Setesc (Secretaria de Estado de Turismo, Esporte e Cultura) e da Fundesporte (Fundação de Desporto e Lazer). A entrada do público é gratuita, mediante a um rápido cadastro no local.

Já nesta quarta começa a disputa do qualificatório do Aberto, das 8h às 18h, enquanto que na quinta-feira (22) das 8h30 às 17h30 acontece a fase de grupos e oitavas de final do Aberto – nessas fases os inscritos com ranqueamento baixo disputam uma vaga nas fases principais.

A partir de sexta-feira (23), as disputam começam a esquentar com a fase de grupos do Top 16 e às quartas de final e semifinais do Aberto, das 8h30 às 18h30. No sábado, ocorre as oitavas de final e quartas de final do Top 16, além das finais do Aberto, entre 8h30 e 13h.

No período da tarde, ainda no sábado, acontecem as semifinais do Top 16, das 16h às 19h30. Fechando o fim de semana esportivo, o domingo terá as finais do Top 16 em partidas que acontecem das 8h30 às 12h, nas categorias masculina e feminina, definindo as duplas vencedoras da etapa campo-grandense do Circuito Brasileiro de Vôlei de Praia.

Atletas de MS são destaque

Quatro quadras auxiliares e uma arena principal foram erguidas para abrir o calendário do voleibol nacional, nos naipes masculino e feminino – respectivamente com 78 e 35 duplas. O espaço pode receber público de até 1,2 mil pessoas, que poderão torcer para vários participantes dessa etapa que se destacam por serem sul-mato-grossenses.

É o caso de Arthur Mariano, atual campeão da etapa local e que joga ao lado do paranaense Adrielson. Ele está no Top 16, assim como os também sul-mato-grossenses Saymon e Cadu, única dupla totalmente formada por atletas locais. Já na categoria feminina, aparecem no Top 16 Vitória, parceira da sergipana Tainá, e Aninha, parceira da catarinense Victória.

Somando todos os atletas de Mato Grosso do Sul inscritos na competição – Aberto e Top 16 -, são 22 nomes. Já as duplas são duas no Top 16 Masculino, duas no Top 16 Feminino, sete no Aberto Masculino e outras cinco no Aberto Feminino.

Arquibancada antecipada

Para gerar comodidade a todo o público, além da entrada na hora do evento, é possível deixar reservado sua vaga na arquibancada principal. Para isso, basta acessar este link e escolher os dias em que vai querer assistir às partidas no Parque das Nações Indígenas.

Fonte: Comunicação Governo de MS

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Pleno emprego: Mato Grosso do Sul é o destino de quem busca oportunidades no mercado de trabalho

Com vagas de sobra nos mais variados setores e previsão de um aquecimento ainda maior no mercado de trabalho por conta da instalação de novas indústrias, Mato Grosso do Sul é considerado um dos principais destinos neste momento para quem está em busca oportunidades.

“Só não trabalha quem não quer”, diz Raquel Martins, de 50 anos, que nessa terça-feira (20) foi até a Funtrab (Fundação do Trabalho) em busca de uma vaga como técnica em segurança do trabalho. Passou por entrevistas e seguiu para casa animada, à espera de um telefonema que pode transformar a expectativa em realidade. “Nem me importo de a vaga não ser em Campo Grande. Ribas do Rio Pardo, por exemplo, está ‘bombando’. Posso continuar morando aqui e ir para lá trabalhar”, diz entusiasmada.

Imagem de candidata a uma vaga de emprego como técnica em segurança do trabalho
Raquel Martins está em busca de uma vaga no mercado de trabalho (Foto: Bruno Rezende)

No 4º trimestre de 2023, o número de empregados no setor privado do Estado atingiu o maior patamar desde o início da série histórica em 2012, totalizando 743 mil trabalhadores, um aumento de 28% em 11 anos. É o que mostram os dados mais recentes da PNADC-T (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Trimestral) divulgados pelo IBGE e compilados pela Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Ciência, Tecnologia e Inovação).

Considerando o rendimento médio real habitualmente recebido em todos os trabalhos pelos ocupados, tem-se uma renda média de R$ 3.295 registrada nos últimos três meses do ano passado em Mato Grosso do Sul.

Imagem de candidato a uma vaga de emprego como técnico em segurança do trabalho
Rodrigo Ribeiro mudou-se para Campo Grande em busca de oportunidades (Foto: Bruno Rezende)

De olho nas oportunidades e para ficar mais perto da família, o técnico em segurança do trabalho, Rodrigo Ribeiro, de 36 anos, veio do Paraná há 15 dias. Os salários oferecidos a ele giram em torno de R$ 3 mil por uma carga horária de 44 horas por semana, fora os benefícios. “A cidade onde eu morava, Paranavaí, tem em torno de 100 mil habitantes. Aqui percebo que há mais oportunidades. Estou muito animado e esperando um retorno das entrevistas de trabalho”, conta.

Outro setor de portas abertas para novos contratados é o de transportes. Uma das empresas que opera com linhas de ônibus rodoviários busca 30 novos motoristas para trabalharem em Mato Grosso do Sul e outros Estados. É preciso ter experiência mínima de três anos e carteira de habilitação, além de disponibilidade para trabalhar no período noturno.

“É aí que fica mais difícil encontrar interessados. Muitos não querem escolher algo que precise trabalhar durante a noite”, conta Luiz Carlos da Silva, supervisor de treinamento. O salário, segundo ele, é de R$ 2.585, além de benefícios como cesta básica, ticket alimentação, vale refeição e convênio médico. “Temos quatro manobristas ansiosos para serem promovidos a motoristas, mas são necessários ao menos seis meses de preparação para que estejam prontos, enquanto isso temos uma demanda urgente por profissionais experientes”, explica.

A procura para preencher vagas é tão grande que muitas empresas nem exigem experiência e dedicam parte do tempo até para explicar como funcionam alguns tipos de trabalho que, pelo nome, parecem mais complicados do que realmente são. É o caso do instalador em serviços de telecomunicações.

Imagem de recrutadora de empresa que atua na área de tecnologia
Simone da Silva Souza, analista de recursos humanos durante recrutamento (Foto: Bruno Rezende)

De acordo com a analista de recursos humanos, Simone da Silva Souza, que representa uma multinacional com atuação em mais de 20 países, para trabalhar na área os candidatos precisam ter ensino médio completo, carteira de habilitação categoria B e disponibilidade de horário.

“A empresa oferece todo o treinamento necessário, adicional por periculosidade, assistência médica e odontológica, produtividade e a partir da qualificação o funcionário já começa a ter remuneração com carteira assinada. Temos 10 vagas no momento”, conta.

Rogério dos Santos é mecânico e eletricista industrial. Aos 55 anos está em busca de uma oportunidade entre tantas opções que o mercado oferece atualmente. “Tenho 34 anos de carteira assinada. Estou otimista. Pela minha experiência posso até assumir uma equipe caso a empresa precise”, detalha.

Imagem de candidato a vaga de trabalho como eletricista industrial
Rogério dos Santos busca nova colocação no mercado de trabalho (Foto: Bruno Rezende)

Ele conta que em outros momentos esteve na Funtrab procurando emprego e nunca encontrou um cenário assim, tão positivo. “Hoje tive contato com quatro empresas. O salário gira em torno de R$ 3 mil. Nos próximos dias espero já estar empregado”, diz.

Imagem de candidato a vaga de emprego como administrador
Derick Júnior Batista quer uma oportunidade como administrador (Foto: Bruno Rezende)

Formado em administração e com experiência de seis anos no serviço militar, Derick Júnior Batista, de 25 anos, veio de Rondônia com a esposa e o filho no fim do ano passado. “O cenário em Mato Grosso do Sul é diferente de onde venho, bem melhor. Tenho uma carta de recomendação e algumas empresas oferecem treinamento, por isso estou otimista”, conta.

Derick está passando por entrevistas de emprego, entre elas em uma empresa da área de eficiência energética que atua em grandes centros como São Paulo e Rio de Janeiro. Em Mato Grosso do Sul a empresa está desde junho de 2023.

“Só abrimos uma filial quando já existem projetos a serem desenvolvidos. Começamos por Deodápolis, agora estamos contratando pessoas para Campo Grande e Batayporã. Cada projeto nosso envolve em torno de 35 pessoas. Aqui na Capital faremos usinas fotovoltaicas”, explica Renato Campos, responsável por fazer as entrevistas iniciais do recrutamento.

Candidatos em busca de vagas oferecidas pela Funtrab (Foto: Bruno Rezende)

Nessa terça-feira (20) mais um Feirão de Empregabilidade foi realizado na Funtrab com oportunidades imediatas nas áreas de Serviços, Transporte e Comércio. Equipes de recrutamento de 12 empresas ofereceram 232 vagas, além das mais de 1,3 mil oportunidades disponíveis na Fundação do Trabalho em variadas áreas. A Fundação do Trabalho fica na Rua 13 de maio, 2.773 (entre ruas Dom Aquino e Cândido Mariano). Os atendimentos em Campo Grande vão de segunda a sexta das 7h30 às 17h30. Em cidades do interior basta procurar as agências públicas de emprego.

Fonte: Comunicação Governo de MS